Eu quero ser feliz - querer ser feliz vs. estar bem e sentir-se estável



António: Mónica de Sousa Boa noite. Um amigo muito próximo pôs  a seguinte questão; Eu estou "bem" mas sei que podia ser feliz, essa felicidade divide-me, uma parte de mim quer ser feliz, a outra parte de mim quer continuar "bem" Que conselho devo dar ao meu amigo? 

 

Dra. Mónica: António, e porquê é que será que esse seu amigo não poderá estar bem e ser feliz simultaneamente? Eu entendo aqui que estar "bem" para esse seu amigo terá a ver com uma estabilidade, talvez material, financeira, ou mesmo, uma estabilidade em que a pessoa está fisicamente num determinado espaço e tempo. Mas, parece-me ainda, que falta algo para além dessa estabilidade, algo que levaria, então à tal felicidade tão desejada. Será?

Então, pondere nas seguintes questões: O que é que poderia ser isso que levaria à tal felicidade tão desejada? Que mudanças na sua vida teria que fazer para alcançar essa felicidade? E essas coisas que teria que mudar na sua vida, levariam mesmo à felicidade? Ou seja, seria mesmo feliz após ter efectuado as mudanças na sua vida que, neste momento, acha que levariam à felicidade? Não poderia antes sentir-se feliz com a vida que tem? Porquê é que será?

No entanto, após reflexão destas questões como de outras que lhe apareçam entretanto, terá algumas respostas que lhe poderão esclarecer as suas dúvidas acerca de como alacançar a felicidade, de como se manter "bem" ou estável, ou ainda, como conciliar "ser feliz" com o "estar bem".

O segredo aqui pode ser chegar a um compromisso entre aquilo que deveria fazer para ser feliz e aquilo que deveria fazer para continuar bem. Como que chegar a um consenso entre as duas partes (ser feliz e estar bem), conciliando então aquilo que é possível de ambas as partes.

 

António: Se bem entendo Drª Mónica de Sousa , o que sugere que transmita ao meu amigo, é tentar conviver com o "estar bem" e o "ser feliz" devo dizer-lhe que essa era também a minha posição, acrescento que essa opção seria a mais desejável pelo meu amigo, mas para ser a óptima opção deve ter a aval de mais três. de qualquer maneira acho que o meu amigo deve "trabalhar" essa hipótese e que a meu ver  seria mais interessante.
Esperemos que o consiga.
Drª Mónica de Sousa , agradeço desde já a sua  de disponibilidade, enviando-lhe um fraterno abraço.
António

 

Dra. Mónica: Sim, António, espero também que o seu amigo consiga essa conciliação entre o "estar bem" e o "ser feliz". E quanto a ter a aval de mais três, refere-se a mais três pessoas cujas opiniões ou decisões terão peso sobre as decisões do seu amigo? Isso já é mais complicado ainda. Por vezes, o que é o melhor para um não é o que é o melhor para todos e vice versa. Aí terão que ser trabalhadas muuuuitas questões referentes ao que é melhor para o seu amigo, se não fôr possível o consenso entre todos: tomar decisões tendo em conta as necessidades do grupo como um todo, ou antes, afastar-se do grupo, tendo em vista as suas próprias necessidades, não esquecendo de todas as outras questões referidas na minha resposta anterior. E mais uma questão para reflectir. Imagine que toma todas as decisões que acha que iriam concretizar toda essa felicidade que deseja. Mas, será que ao afastar-se dessas três pessoas de que refere, mesmo com as coisas que pensariam fazê-lo feliz, será que ao afastar-se dessas pessoas, será que seria mesmo feliz?

Porquê é que não sugere ao seu amigo trabalhar todas essas questões em contexto psicoterapêutico? Acho que trabalhar tantas questões assim sózinho deverá ser um pouco confuso para a mente e facilmente uma pessoa se perde, acabando mesmo por tomar uma decisão repentina e impulsiva. É demasiada coisa. E depois quanto mais uma pessoa pensa nas coisas, mais dúvidas e questões podem surgir. Passa a ser como um novelo de lã, cujo fio à meada é difícil de encontrar.

Um abraço!

 

António: Olá Drª Mónica de Sousa , de facto o melhor vai ser aconselhar o meu amigo a trabalhar todas estas questões em contexto psicoterapêutico. Os seus conselhos foram importantes e  ajudaram a reflectir, é uma situação que tem de ser tratada com muito cuidado para não fazer mais "estragos".
Muito obrigado por tudo. 

 

Dra. Mónica: Ainda bem que pude ajudar. Espero que tudo corra pelo melhor e que felicidade e estabilidade possam caminhar lado a lado sem se ter que optar ora por uma ora por outra.

 

 

Contactos e informações:

Dra. Mónica de Sousa
Telemóvel: 91 907 11 22
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